ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO DE UNIDADE DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM PATOS – PB.
Palavras-chave:
Violência infantil; Vulnerabilidade social; Acolhimento; Proteção; Políticas sociaisResumo
Considerando a persistente violação dos direitos das crianças e adolescentes ao longo da história e os crescentes números nos dias atuais, de crianças e adolescentes em situação de acolhimento no Brasil, o presente trabalho tem como objetivo elaborar um anteprojeto de Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes em Patos – PB. O projeto tem como objetivo oferecer aos usuários uma experiência acolhedora em um ambiente que viabilize o bem-estar e a segurança durante a sua passagem pelo equipamento e desenvolver para a sociedade de Patos, um ambiente com estrutura apropriada para o desenvolvimento das atividades que lhe competem. A pesquisa tem como base revisões bibliográficas com ênfase nas políticas de proteção à criança e ao adolescente, projetos de instituições que abrigam crianças em situação de vulnerabilidade, aprofundando-se em conceitos, normativas e técnicas acerca deste tema. Consoante às descrições anteriores, todo o processo foi desenvolvido de acordo com as recomendações técnicas e normativas das entidades que regem este formato de prestação de serviço à comunidade, sendo assim, optou-se por uma implantação da proposta em uma região da cidade majoritariamente residencial e de fácil acesso aos equipamentos públicos, com vistas a garantir o não distanciamento do usuário de sua realidade socioeconômica e geográfica, considerando os dados colhidos a respeito do maior número de casos por bairro, na cidade. Para o desenvolvimento projetual, foram analisados três correlatos projetuais no Brasil Dinamarca e Índia, afim de identificar pontos de interesse e pontos em comum nas três obras e, além disso, foi feito o diagnóstico do terreno escolhido e seu entorno. Por fim, o anteprojeto arquitetônico foi desenvolvido, conforme as orientações técnicas, como um edifício horizontal composto por dois blocos que separam a zona íntima de seus usuários da zona de serviço e administrativa, criando uma atmosfera acolhedora e distanciando o local da estigmatização de uma instituição pública, proporcionando as crianças e adolescentes ali acolhidas, uma experiencia de lar.
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