O (NÃO) LUGAR DA MULHER NEGRA NA SOCIABILIDADE DO CAPITAL: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS ATENDIMENTOS EFETIVADOS NO CREAS CHICO BOCÃO E CRAS‟s DE PATOS - PB

Autores

  • MARIA DO SOCORRO BATISTA Unifip Patos - PB

Palavras-chave:

Política de Assistência Social. Racismo, Relações sociais de gênero. Questão Social.

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar as contradições de gênero e raça na
estruturação da Política de Assistência Social no Município de Patos e os impactos na
efetivação dos atendimentos às mulheres negras, tendo em vista uma observância durante
estágio supervisionado II de uma incidência de mulheres negras no público atendido pelos
serviços CRAS‟s e CREAS de Patos, bem como os indicadores nacionais do DATA SOCIAL
(2015) que apontam para uma maioria de mulheres negras usuárias da Política de Assistência
Social. Assim, no intuito de compreender a relação entre mulher negra e a Política de
Assistência Social na sociabilidade burguesa tercemos um estudo por intermédio uma
pesquisa de campo de carácter exploratório, com dados coletados através de um roteiro de
entrevista semiestruturada, direcionada a 16 sujeitos profissionais dos serviços CRAS‟s e
CREAS Chico Bocão de Patos-PB. Nesse sentido, identificamos e analisamos as tendências
do processo de expansão da referida política sobre a qual tornou-se massivamente uma
alternativa para mulheres negras frente as contradições postas pela forma particular que se
expande o capitalismo em solo brasileiro, caracterizado pelo conservadorismo burguês, assim
como buscamos analisar as contradições de gênero e raça postas na estruturação da referida
política e a forma como os profissionais compreendem tais determinações. O estudo se
apropria do materialismo histórico-dialético enquanto referencial teórico-metodológico, assim
como partimos da apreensão das categorias por meio da consubstancialidade-coextensividade
das relações sociais, trabalhada pela estudiosa Kergoat (2010), tendo em vista que
consideramos as categorias gênero, raça e classe indissociáveis e igualmente estruturantes na
sociabilidade burguesa. Nesse sentido, também nos aproximamos das análises de Cisne e
Santos (2018) ao apontarmos o racismo-patriarcado-capitalista como determine no (não) lugar
da mulher negra na sociabilidade burguesa, que se configura em um campo de negação de
direitos desde a gênese da formação sócio-histórica do Brasil aos dias atuais, numa dinâmica
entre estrutura e superestrutura.

Downloads

Publicado

2024-08-21

Como Citar

BATISTA, M. D. S. (2024). O (NÃO) LUGAR DA MULHER NEGRA NA SOCIABILIDADE DO CAPITAL: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS ATENDIMENTOS EFETIVADOS NO CREAS CHICO BOCÃO E CRAS‟s DE PATOS - PB. Repositório Institucional Do Unifip, 5(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2831

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.