PERSONALIDADE SOMBRIA, AUTOESTIMA E CYBERBULLYING: TESTANDO A HIPÓTESE DO EGO DEFENSIVO EM COMPORTAMENTOS ANTISSOCIAIS
Palavras-chave:
Cyberbullying. Traços Sombrios da personalidade. Autoestima.Resumo
Este estudo objetivou testar o poder preditivo dos traços sombrios da personalidade (i.e., narcisismo, psicopatia e maquiavelismo) e da autoestima frente ao cyberbullying, além disso, testar o papel mediador da autoestima na relação entre tais variáveis. Contou-se com uma amostra de 238 estudante universitários. Além de um questionário de dados sociodemográficos, os participantes responderam as medidas de Dark Triad Dirty Dozen (DTDD), Cyberbullying Offeding Scale (COS) e a Escala de Autoestima de Rosemberg (EAR). Em resumo os resultados mostraram uma correlação negativa e significativa entre cyberbullying e autoestima. Já os traços sombrios da personalidade se correlacionaram positiva e significativamente com os comportamentos de cyberbullying, todavia, apenas a psicopatia e maquiavelismo (positivamente) predisseram o cyberbullying. O traço de personalidade narcisista não apresentou uma predição positiva em relação ao cyberbullying, apenas quando a autoestima é utilizada como fator mediador na correlação: efeito indireto significativo. Em resumo, replicouse os resultados de que os comportamentos de cyberbullying são preditos pelos traços sombrios. Análises adicionais mostraram que a autoestima apresenta função mediadora entre o traço narcisista e práticas de cyberbullying, corroborando-se assim a hipótese do ego defensivo de que narcisistas expressam comportamentos antissociais por apresentar maior sensibilidade frente à sua imagem.
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