PREDIZENDO ASSERTIVIDADE EM UNIVERSITÁRIOS A PARTIR DA PERSONALIDADE E DA DESEJABILIDADE SOCIAL
Palavras-chave:
Assertividade; Personalidade; Desejabilidade Social.Resumo
O objetivo deste estudo foi conhecer as relações entre a assertividade, a personalidade e a desejabilidade social. Participaram 200 estudantes universitários de ambos os sexos, com média de idade de 21,6 anos (DP=5,13). Utilizou-se os seguintes instrumentos: Escala de Assertividade de Rathus, Inventário dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade, Escala de Desejabilidade Social, e um questionário sóciodemográfico. Os resultados indicaram correlações significativas entre a desejabilidade social e os traços de personalidade amabilidade (r = -0,23; p < 0,01) e conscienciosidade (r = - 0,15; p < 0,05); em relação à assertividade, esta apresentou correlações significativas com os traços de conscienciosidade (r = 0,27; p < 0,01), extroversão (r = 0,28; p < 0,01) e neuroticismo (r = -0,27; p < 0,01). Pôde-se observar o poder preditivo de quatro traços de personalidade em relação à assertividade [amabilidade (β = -0,21; p< 0,01), conscienciosidade (β = 0,22; p< 0,01), extroversão (β = 0,24; p< 0,01) e neuroticismo (β = - 0,20; p< 0,01)]. Em relação à desejabilidade, não foi observado poder preditivo significativo na assertividade (β = -0,07; p= 0,300). Por fim, pretendeu-se comparar homens e mulheres em relação à assertividade, observando-se que apesar de as mulheres terem uma média ligeiramente maior que os homens, esta diferença não foi estatisticamente significativa [t(186)= 1,05; p = 0,29]. Conclui-se que a personalidade possui maior influência sobre o comportamento assertivo que a desejabilidade social, uma vez que esta parece não possuir influência significativa sobre o fenômeno.
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