ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO ASSOCIADO A TENDÊNCIAS VIGORÉXICAS: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Comportamento alimentar, Vigorexia, Dismorfia muscular.Resumo
O
A constante insatisfação e busca pela imagem corporal podem dá origem a transtornos alimentares como a vigorexia ou dismorfia muscular, também chamada de anorexia reversa, onde o indivíduo não consegue enxergar o quão desenvolvido o seu corpo já está, e se põe em risco com dietas restritivas, e o abuso de suplementos e anabolizantes. Os indivíduos vigoréxicos se tornam pessoas com uma autoestima baixa e extremamente disciplinados com seus corpos, o desejo de estar cada vez melhor requer sacrifícios e muitos deles adotam rotinas pesadas de treino e dietas muito restritivas. O objetivo desse trabalho foi descrever os comportamentos alimentares de praticantes de musculação que podem representar uma inclinação ao desenvolvimento de vigorexia através de uma revisão integrativa da literatura. Realizou-se a busca no mês de setembro de 2022, nas bases de dados Web of Science, MEDLINE, BVS, EMBASE e Google Acadêmico. Foram selecionados estudos dos últimos 10 anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram identificados nos estudos selecionados diferentes espectros acerca do comportamento alimentar dos praticantes de musculação relacionados ao risco de desenvolvimento de vigorexia, foi dado ênfase ao consumo de suplementos alimentares sem orientação profissional, uso de dieta hiperproteica e hipolipídica, baixa adesão de dieta específica para fins de hipertrofia muscular e perda de gordura, além do uso indiscriminado de recursos ergogênicos teoricamente capazes de acelerar esses processos e promover benefícios. Desta maneira, percebe-se a importância da condução de estudos a níveis nacionais e internacionais que avaliem a distribuição e magnitude do transtorno dismórfico corporal, uma vez que as implicações nutricionais são capazes de promover danos irreversíveis amplificando os riscos de doenças crônicas. Além de reforçar a necessidade do nutricionista como um dos profissionais habilitados na prevenção e tratamento deste transtorno, de modo a identificar precocemente a tendência ao desenvolvimento do mesmo, reduzindo assim os riscos relacionados a práticas alimentares inadequadas, assim como o uso indevido de suplementos alimentares e recursos ergonênicos.
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