ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE CRIANÇAS PORTADORAS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO SERTÃO DO PERNAMBUCO
Palavras-chave:
Autismo. Comportamento Alimentar. Nutrição. Crianças.Resumo
O transtorno do espectro autista relaciona-se com condições que caracterizam alguma alteração de comprometimento ou atraso no desenvolvimento das habilidades sociais. As crianças autistas apresentam alto grau de seletividade limitando-se a determinadas texturas e possuindo padrões repetitivos sendo resistentes ao novo, em sua maioria com consumo de alimentos que não são saudáveis. O objetivo geral deste estudo foi analisar o comportamento alimentar de crianças acometidas por TEA. O estudo caracterizou-se como transversal do tipo descritivo com caráter quantitativo, realizado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infanto Juvenil, localizado na cidade de São José do Egito-PE. A amostra foi composta por 12 crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista, com idades de quatro a 13 anos, no período de setembro á outubro de 2020. A ferramenta utilizada para a pesquisa considerou a avaliação do comportamento alimentar, avaliação do estado nutricional e avaliação do consumo alimentar. Após coleta, os dados foram tabulados no programa Excel® e posteriormente analisados de maneira estatística utilizando o SPSS for Windows, versão 22. As análises estatísticas descritivas foram caracterizadas utilizando-se frequências, médias e desvio-padrão. A maior proporção da amostra foi do gênero masculino (75%), faixa etária escolar e pré-escolar (66,75%). A maior parte das crianças fazia uso de medicamentos diariamente (91,67%), 100% das crianças estudadas faziam acompanhamento psicológico e 90% com a terapeuta ocupacional, porém, nenhuma delas era assistida pelo nutricionista (0%). Para o estado nutricional, 75% dos indivíduos avaliados apresentaram obesidade. Observou-se quanto ao comportamento alimentar que haviam problemas de comportamentos rígidos relacionados á alimentação, problemas relacionados a habilidades nas refeições e maior seletividade alimentar nessas crianças. No consumo alimentar foi possível perceber que as crianças avaliadas apresentaram consumo elevado de energia e de nutrientes, em sua maioria com p < 0,05. Diante disso, os resultados encontrados nesse trabalho refletem o comportamento e os hábitos alimentares da população estudada e de como estes podem influenciar e estar diretamente ligadas ao estado nutricional dessas crianças acometidas por TEA. Assim, sendo o TEA um transtorno complexo, caberiam futuros estudos com amostras maiores, pois, percebe-se que as crianças autistas, necessitam de acompanhamento multiprofissional, inclusive nutricional, a fim de garantir um desenvolvimento adequado, bem como estratégias individualizadas para cada criança e a inclusão de ações nutricionais voltadas aos pais.
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