SELETIVIDADE ALIMENTAR EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): REVISÃO SISTEMÁTICA
Palavras-chave:
Autismo; Seletividade Alimentar; Nutrição; Alimentação; Crianças Autistas.Resumo
O transtorno do espectro autista (TEA) é caracterizado como sendo um Transtorno Global do Desenvolvimento. Constitui-se de déficits neurais, que interferem na comunicação verbal e não verbal, na interação social e no comportamento do indivíduo, tornando suas atitudes uniformes e repetitivas; na demonstração de emoções e afeto. É bastante comum que, ocorram alterações nutricionaisocasionadas pela seletividade alimentar, neofobia alimentar e a alta ou baixa reação a estímulos sensoriais em crianças autistas. Grande parte das crianças autistas apresentam bloqueios e resistência a mudanças e às novas experiências alimentares,devido à seletividade alimentar, promovendo um estado nutricional inadequado. Destemodo, o presente estudo tem como objetivo analisar a seletividade alimentar das crianças com TEA através de uma revisão sistemática, identificar os hábitos alimentares das crianças com (TEA) e investigar os principais alimentos aceitos e negados pelos autistas. No que se refere à metodologia empregada neste estudo, pode-se dizer que trata-se de uma revisão sistemática, ao qual foram feitas buscas por periódicos científicos relacionados com alimentação, seletividade alimentar e crianças com Transtorno do espectro autista (TEA), publicados no período de 2016 a2022 em português e inglês, foi realizada, nas plataformas de dados: Scidentific Eletrônic Library Online (SCIELO), Biblioteca Regional de Medicina (Bireme) e U. S. National Library of Medicine (PUBMED), entre os meses de fevereiro e maio de 2022.Os resultados evidenciaram que, foram identificados 26 trabalhos e, em seguida realizouse uma seleção para verificar se atendiam aos critérios de inclusão. Foram selecionados 06 artigos compatíveis com a seletividade alimentar em crianças diagnosticadas com TEA, para o desenvolvimento dos resultados. Ao término deste estudo foi possível constatar que nas crianças diagnosticadas com autismo, em grande parte delas encontra-se evidenciado a seletividade alimentar, ao qual é demonstrada, sobretudo através da não aceitação alimentar, além de apresentar um repertório de alimentos bastante limitado. Constata-se também que as crianças apresentam preferências por alimentos ultra processados e recusa por alimentos in natura. Diante desta situação que leva a da carência de vitaminas e minerais, em alguns casos é indispensável as intervenções nutricionais, a fim de equilibrar o estado nutricional do TEA. Sugere-se a busca de mais pesquisas envolvendo a seletividade alimentar em crianças autistas, nos últimos anos as pesquisas nos evidenciam importantes intervenções no tratamento da recusa alimentar nessas crianças, desta forma irá acrescentar grandes benefícios no desenvolvimento da promoção da saúde do autista.
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