EDUCAÇÃO E TERAPÊUTICA NUTRICIONAL COMO FERRAMENTAS PARA AUXILIAR CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
Palavras-chave:
Transtorno autístico. Educação nutricional. Terapia nutricional.Resumo
O Autismo ou também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por uma variedade de desordens no desenvolvimento psicomotor que afetam a capacidade de comunicação, interação interpessoal e do estado comportamental do indivíduo. Apesar de não estar incluso no conjunto de alterações comportamentais característicos do transtorno autístico, manifestações inadequadas relacionadas com a alimentação, as quais estão presentes em 30 a 90% dos casos. Este estudo teve como objetivo fazer uso da educação nutricional como ferramenta para auxiliar na terapêutica nutricional a crianças com TEA. A pesquisa foi do tipo qualitativa, desenvolvida com um grupo de seis responsáveis por crianças diagnosticadas com TEA, no Serviço Escola de Psicologia-SEP/FIP, durante o primeiro semestre de 2017. Observou-se que acerca do conhecimento sobre o TEA e primeiros sinais da doença percebidos pelas mães o relato da dificuldade na interação social por parte da criança, sendo uma proporção de (66,7%) no grupo estudado. A reação negativa frente ao diagnóstico foi mais relatada em associação aos pais (gênero masculino) com uma proporção de (50%). Quanto aos aspectos ligados à alimentação as mães relatam que a maioria das crianças apresentam seletividade (50%), fazem refeições à mesa (66,7%) com a família ou sozinhos, a maioria apresenta agitação no momento da refeição (66,7%) e a mãe não observou ou não acredita ter alterações de comportamento frente à refeição (83,3%). Diante deste perfil, usou-se educação nutricional por meio da elaboração de uma cartilha com vistas a estimular nessas crianças a alteração de alguns hábitos, bem como a adoção de estratégias para melhora no comportamento alimentar. Reforça-se com a realização desta pesquisa a necessidade de trazer à tona novas discussões para melhor compreensão da relação entre a alimentação e hábitos alimentares de crianças com TEA, não obstante evidencia-se a relevância em promover maior qualidade de vida através de orientações nutricionais individualizadas aos responsáveis destas crianças.
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