IMPACTOS DO ACOMPANHAMENTO FARMACÊUTICO AO PÚBLICO IDOSO EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA – PB

Autores

  • FERNANDA CARLA OLIVEIRA DA SILVA Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Acompanhamento Farmacêutico. População Idosa. Desafios na Adesão ao Tratamento.

Resumo

O papel crescente do farmacêutico na promoção da saúde, especialmente diante do aumento no consumo de medicamentos, é essencial para a população idosa. Sua intervenção ativa é indispensável na gestão do uso polifarmácia, visando à otimização da terapia, melhoria da qualidade de vida e minimização de complicações nesse grupo. O estudo investigou o impacto do acompanhamento farmacêutico na população idosa de uma Unidade Básica de Saúde em João Pessoa, Paraíba. Com uma abordagem qualiquantitativa, a pesquisa envolveu 46 participantes, predominantemente mulheres (56,5%), na faixa etária de 60-69 anos (34,8%). A maioria era casada (56,5%) e possuía até o Ensino Fundamental (41,3%). A análise sociodemográfica destacou a predominância de aposentados (41,3%). No âmbito clínico, 76% dos idosos apresentaram condições crônicas, evidenciando a relevância do papel do farmacêutico na gestão dessas condições. A distribuição de medicamentos revelou uma variação significativa, com 19,6% dos participantes submetidos à polimedicação (cinco ou mais medicamentos). Surpreendentemente, 100% dos idosos buscaram regularmente a Unidade Básica de Saúde (UBS), sublinhando a importância vital desse recurso para este grupo. A análise da frequência de acompanhamento farmacêutico revelou padrões diversos, com 13% nunca buscando, 58,7% raramente, 26,1% mensalmente, e 2,2% semanalmente. A adesão ao tratamento foi positiva para 63% dos participantes, enquanto 37% declararam não receber acompanhamento. Os resultados indicaram melhorias na qualidade de vida para 65% dos participantes com acompanhamento farmacêutico. No entanto, desafios significativos incluíram uma taxa expressiva de esquecimento na administração de medicamentos (71,7%), associada a dificuldades financeiras (50%) e de mobilidade até a UBS (56,5%). A integração do farmacêutico com outros serviços apresentou lacunas, com 9% afirmando falta de integração e 17% relatando não receber acompanhamento. Diante disso, os resultados destacam a importância do farmacêutico nos cuidados abrangentes à população idosa, mas ressaltaram a complexidade da adesão ao tratamento e a necessidade de abordagens inovadoras. Assim, é pertinente a propor de estratégias práticas, alinhadas à Atenção Primária à Saúde, para superar desafios específicos, promovendo a saúde e a qualidade de vida da população idosa. O estudo serve como um guia para melhorias contínuas na atenção farmacêutica em unidades de saúde semelhantes, contribuindo para avanços significativos no cuidado a esse público específico.

 

 

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Publicado

2024-09-13

Como Citar

SILVA, F. C. O. D. (2024). IMPACTOS DO ACOMPANHAMENTO FARMACÊUTICO AO PÚBLICO IDOSO EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA – PB. Repositório Institucional Do Unifip, 8(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/3845

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