O USO DE ANTIMICROBIANOS EM HOSPITAIS DO BRASIL: UMA REVISÃO
Palavras-chave:
Antimicrobianos. Ficha de Controle de antimicrobiano. Comissão de Controle de infecção Hospitalar. Resistência microbiana.Resumo
Segundo a OMS, o uso racional de medicamentos significa os medicamentos certo para a patologia certa em doses adequadas, considerando as particularidades do paciente por um determinado tempo de tratamento e a um custo acessível. Hoje, um dos grandes desafios para a saúde pública mundial é a multirresistência dos antimicrobianos, consequência da falta de uma política de controle de uso e dispensação de antimicrobianos. Esse descontrole tem repercussões na segurança do paciente, no aumento do custo com insumos e de internação hospitalar. O presente estudo tem o objetivo de analisar trabalhos originais publicados sobre consumo de antimicrobianos, usando os descritores: Farmácia hospitalar, consumo de antimicrobianos, Comissão de Controle de Infecção hospitalar e resistência bacteriana, a partir das bases de dados: SCIELO, LILACS, repositórios acadêmicos de instituições de ensino superior e revista RSD, artigos publicados no período de 2009 a 2022. Os trabalhos foram analisados comparativamente, observando o consumo de antimicrobianos em diversos hospitais do Brasil, buscando levantar as principais características desses hospitais estudados e correlacionar os dados de consumo de antimicrobianos com o controle de uso e dispensação. No levantamento dos dados das publicações objeto das análises, foi feita uma ditribuição cronologica das publicações, bem como as regiões do Brasil, onde esses estudo foram realizados, foi realizada a identificação dos hospitais onde foram feitos os estudos de consumo e em seguida, fez-se uma classificação dessas unidades hospitalares, discutindo a relação que o porte tem sobre a demanda de insumos e necessidade de gestão desses insumos, no caso especifico, assinalando para a necessidade de implantação de uma política de controle de uso e dispensação de antimicrobianos. Da mesma forma foi avaliado como estava a atuação das CCIH nos hospitais e se havia ficha de solicitação de antimicrobianos. foi monitorado a decisão de escolha do antimicrobianos, como sendo terapia empírica ou guiada por cultura. Os resultados mostram que a maioria dos hopsitais realizam a terapia empírica de forma preponderante, o que por sua vez, tem implicações sobre a irracionalidade de uso de antimicrobianos. Por fim foi levantado quais as três principais classes de antimicrobianos consumidos nos hospitais e verificado a frequência de consumos entre esses hospitais. Pode-se constatar que as penicilinas ocuparam o primeiro lugar em frequência de consumo, seguido de cefalosporinas e em terceiro empatados, temos carbapênemicos e glicopeptídeo. O Brasil tem alguns desafios para implementar uma política de controle de uso de antimicrobianos, mas a sua implementação indubitavelmente trará benefícios a segurança do paciente, menor custo com insumos e tempo de internação e mitigação de resistência microbiana.
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