PERCEPÇÃO DE MÃES FRENTE AO DIAGNÓSTICO DE TEA: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO NO SERTÃO DA PARAÍBA

Autores

  • YOHANNA DA NÓBREGA MARQUES Unifip Patos - PB

Palavras-chave:

Percepção. Relações Mãe-Filho. Transtorno do Espectro Autista.

Resumo

A relação mãe-filho se inicia no pré-natal e vai sendo constituída pelas expectativas da mulher sobre a criança. Essas expectativas, originam-se do próprio mundo da mãe, das suas relações passadas e suas necessidades conscientes e inconscientes. A gestante parece ter um nível de relação mais próximo ao bebê quando ela consegue imaginá-lo, investir nesta imagem ainda que provenha de ideais desejados é bastante importante. Durante a gestação e até mesmo após o nascimento, a mãe planeja e imagina a vida inteira do filho, o primeiro passo, a primeira palavra, as festas de aniversário e até a primeira namorada, o diagnóstico de doenças e transtornos não está nos planos principalmente o de (TEA) Transtorno do Espectro Autista, nas primeiras limitações os planos e expectativas por ela criadas perdem o sentido, é como se não tivesse chance alguma de serem realizados, um verdadeiro encontro com o desconhecido. O (TEA) é um transtorno no neurodesenvolvimento composto por dificuldades nas interações sociais, comunicação e pode ser notado presença de padrões restritivos e repetitivos. Dentro desta pesquisa o objetivo principal é descrever a percepção das mães frente ao diagnóstico de Autismo de seus filhos e dessa forma ajudar os profissionais a lidarem com elas nessa primeira fase. Trata-se de uma pesquisa quantitativa de caráter exploratório. A coleta foi realizada através de questionário sociodemográfico semiestruturado pelo pesquisador, questionário para avaliar a percepção das mães ao receber o diagnóstico de TEA de seus filhos. A pesquisa presente contou com a participação de 41 voluntários, os dados coletaram apontaram que as mães na maioria das vezes são as primeiras a notar os sintomas (63,4%); também foi notado que o sintoma mais citado por elas é a falta de interação social da criança (22,8%), logo em seguida vem o atraso na fala (22%); ao serem questionadas sobre o que sentiram quando receberam o diagnóstico (30,4%) relataram preocupação com o filho e a maior preocupação é a possível dependência de alguém para o resto da vida (41,5%).

 


Downloads

Publicado

2024-10-25

Como Citar

MARQUES, Y. D. N. (2024). PERCEPÇÃO DE MÃES FRENTE AO DIAGNÓSTICO DE TEA: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO NO SERTÃO DA PARAÍBA. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5722

Artigos Semelhantes

<< < 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.