A DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 E SUA ASSOCIAÇÃO COM A PREDISPOSIÇÃO A PROBLEMAS COGNITIVOS NA PESSOA IDOSA
Palavras-chave:
Deficiência de cobalamina, Déficit cognitivo, Terceira idadeResumo
As mudanças fisiológicas e cognitivas associadas ao envelhecimento são
amplamente influenciadas por fatores individuais e ambientais, variando
significativamente entre pessoas idosas. Em adultos com 80 anos ou mais, mais de
50% apresentam algum grau de declínio cognitivo, frequentemente associado a
condições como comprometimento cognitivo leve (CCL), que precedem doenças
neurodegenerativas, como Alzheimer. Nesse contexto, este estudo teve como
objetivo esclarecer se o déficit de vitamina B12 na população idosa os torna
suscetíveis a problemas cognitivos, destacando o papel crucial desse micronutriente
para o sistema nervoso e a formação de neurotransmissores. Foi realizada uma
revisão sistemática da literatura em bases de dados renomadas, incluindo BVS,
SciELO, PubMed, BDTD, Web of Science e Wiley Online Library, priorizando artigos
publicados entre 2020 e 2025. A análise dos resultados evidenciou que a
hipovitaminose B12 está diretamente relacionada a alterações cognitivas, como
déficits em memória e atenção, reforçando a importância de diagnósticos precoces e
intervenções preventivas. Os artigos analisados também demonstraram que os
valores séricos atualmente considerados normais podem ser insuficientes para evitar
comprometimentos, ressaltando a necessidade de revisões nos critérios
diagnósticos. A deficiência, comum nessa população devido a fatores como dietas
inadequadas, atrofia da mucosa gástrica e uso prolongado de medicamentos, muitas
vezes é subdiagnosticada, apesar de seus impactos graves. A suplementação de
vitamina B12 e a adequação da dieta mostraram-se eficazes em prevenir ou mitigar
déficits cognitivos iniciais, destacando-se como intervenções indispensáveis para
essa população. Este trabalho reafirma o papel fundamental do nutricionista na
identificação precoce de fatores de risco, na solicitação de exames bioquímicos e na
elaboração de planos alimentares personalizados. Além disso, ressalta a importância
do acesso facilitado a avaliações laboratoriais e da conscientização pública sobre o
impacto desse micronutriente na saúde. Conclui-se que estratégias preventivas e
terapêuticas integradas são essenciais para melhorar a qualidade de vida e
preservar a saúde cognitiva dos idosos, contribuindo para um envelhecimento mais
saudável e funcional.
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