A literatura negra como espaço de resistência e produção de identidades em obras de Conceição Evaristo
Palavras-chave:
Literatura negra; Resistência; Identidade; Ancestralidade; Representatividade.Resumo
A pesquisa insere-se no campo dos estudos da linguagem e da literatura, com foco
na literatura feminina negra como espaço de resistência, afirmação e produção de
identidades (Hall, 2006; Evaristo, 2013). Parte-se do entendimento de que a
literatura, enquanto prática estética e política (Bakhtin, 2006), possibilita a
expressão de grupos historicamente marginalizados, que encontram nas narrativas
negras um meio de combate ao apagamento e ao silenciamento social. As
mulheres negras, sujeitas à dupla opressão de gênero e raça, foram
sistematicamente excluídas dos espaços literários (Reis, 2019; Andrade, 2021). No
contexto brasileiro, autoras como Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus
e Conceição Evaristo se destacam como expoentes da escrita de resistência e da
crítica social. Fundamentada na permanência do racismo estrutural nas escolas
brasileiras (G1, CNN Brasil, O Globo, 2025), a pesquisa enfatiza a necessidade de
práticas educativas e culturais que valorizem a representatividade. Assim, a escrita
de Conceição Evaristo configura-se como instrumento de denúncia e reconstrução
identitária, abordando ancestralidade, desigualdade e alienação cultural (Adorno;
Horkheimer, 1985). De natureza bibliográfica e qualitativa, o estudo tem como
objetivo investigar a influência da literatura feminina negra na formação de
identidades plurais e afirmativas, por meio da análise do conto Duzu-Querença e
do poema Vozes-Mulheres. Busca, ainda, discutir a representatividade da autora e
reafirmar a literatura como direito humano e ferramenta de transformação social.
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