INFLUÊNCIA DAS ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE
Palavras-chave:
Compostos bioativos, Endometriose, Estratégias nutricionais, Nutrição funcional, Suplementação nutricionalResumo
A endometriose é uma doença ginecológica crônica, estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva e compromete de maneira significativa a qualidade de vida, gerando sintomas como dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. Sua etiologia é multifatorial e envolve predisposição genética, alterações imunológicas, desequilíbrios hormonais e fatores ambientais, entre os quais a alimentação se destaca como um elemento modificável, capaz de influenciar processos inflamatórios, oxidativos e metabólicos relacionados à progressão da doença. Assim, este estudo teve como objetivo investigar, por meio de uma revisão integrativa, a influência das estratégias nutricionais funcionais na modulação dos sintomas da endometriose, considerando alimentos, nutrientes e compostos bioativos com potencial terapêutico. A metodologia consistiu em uma busca estruturada nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando descritores específicos e critérios de inclusão que contemplaram artigos completos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês e espanhol, que abordassem diretamente a relação entre nutrição e endometriose. Doze estudos atenderam aos critérios e foram analisados criticamente quanto ao delineamento metodológico, objetivos e resultados. Os achados indicam que padrões alimentares ricos em antioxidantes, fibras, ácidos graxos poli-insaturados e compostos bioativos como a dieta mediterrânea, o consumo de peixes, frutas vermelhas, vegetais crucíferos e oleaginosas estão associados à redução da inflamação, melhora da dor pélvica e alívio de sintomas relacionados. A suplementação com vitaminas C, E e D, além de minerais como magnésio e zinco, demonstrou efeitos benéficos sobre marcadores inflamatórios e oxidativos, contribuindo para a diminuição da dismenorreia e da dor crônica. Em contrapartida, dietas ricas em carne vermelha, gorduras saturadas, ultraprocessados e açúcares refinados intensificaram o estresse oxidativo e agravaram sintomas. Conclui-se que a alimentação exerce papel central como terapia nutricional complementar no manejo da endometriose, promovendo alívio sintomático, equilíbrio inflamatório e melhor qualidade de vida. Os resultados reforçam a importância do nutricionista e a necessidade de desenvolver protocolos clínicos específicos fundamentados em evidências científicas.
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