ESTRESSE E IMUNIDADE: UMA ANÁLISE DOS INDICADORES DE ESTRESSE E SUAS INTERAÇÕES COM OS SISTEMAS PSICOLÓGICO E IMUNOLÓGICO EM UNIVERSITÁRIOS
Palavras-chave:
Estresse psicológico, Sistema imunológico, Resposta imunológica, Estudantes universitários.Resumo
O estresse acadêmico tem se consolidado como um fenômeno frequente no ambiente universitário, resultante das elevadas demandas cognitivas, pressão por desempenho, sobrecarga de atividades e incertezas relacionadas à formação profissional. Além de afetar a saúde mental, esse processo pode desencadear respostas fisiológicas capazes de influenciar o funcionamento do sistema imunológico, uma vez que a ativação prolongada de mecanismos neuroendócrinos associados ao estresse pode alterar parâmetros inflamatórios e imunológicos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar indicadores de estresse em universitários e compreender suas possíveis interações com aspectos psicológicos e imunológicos a partir da literatura científica. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e Google Scholar. Foram utilizados descritores relacionados ao tema combinados por operadores booleanos, considerando estudos publicados entre 2015 e 2026. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e leitura crítica dos trabalhos selecionados, foram incluídos dez estudos para análise. Os resultados indicaram que o estresse acadêmico esteve frequentemente associado a manifestações psicológicas como aumento de sintomas depressivos, sofrimento psicológico, fadiga, dificuldades cognitivas e pior qualidade do sono entre estudantes universitários. Além disso, parte das pesquisas identificou associações entre estresse e alterações em parâmetros imunológicos, incluindo variações na produção de citocinas inflamatórias, alterações na regulação da resposta imune e modificações na sensibilidade de células imunológicas a glicocorticoides. Entretanto, alguns estudos não observaram diferenças estatisticamente significativas em determinados marcadores inflamatórios, evidenciando a complexidade dessa relação. De modo geral, fatores comportamentais e psicossociais, como qualidade do sono, estratégias adaptativas de enfrentamento e suporte social, foram apontados como elementos capazes de atenuar os efeitos do estresse sobre a saúde. Conclui-se que o estresse acadêmico representa um fator multifatorial com repercussões relevantes para a saúde mental e fisiológica dos universitários, reforçando a importância do desenvolvimento de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida no ambiente universitário.
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