TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO: perfil epidemiológico de pacientes atendidos em um hospital regional
Palavras-chave:
Perfil Epidemiológico, Prevenção, Traumatismo CranioencefálicoResumo
O Traumatismo Craniencefálico (TCE) é uma das principais causas de morte no Brasil. Deve-se aos acidentes automobilísticos, às quedas, agressões interpessoais, entre outros. Pode provocar alterações do nível de consciência e produzir deficiência dos desempenhos cognitivos, comportamental, emocional ou físico. O estudo objetivou descrever o perfil epidemiológico de pacientes com diagnóstico de TCE, atendidos e internados em um Hospital Regional. Trata-se de um estudo retrospectivo, com abordagem quantitativa e documental, realizado através da análise de prontuários de pacientes atendidos e internados no Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro, em Patos-PB, onde foram escolhidos a partir dos critérios de inclusão e exclusão da pesquisa 66 prontuários de vítimas com TCE, o que corresponde a 100% dos internados para tratamento no período entre Janeiro e Junho de 2018. Através dos dados, observou-se que as vítimas são homens (78,78%), com idade entre 21 e 30 anos (33,33%), pardos (47,42%), residentes na zona urbana (74,24%), em maioria agricultores (27,27%), seguido de estudantes (15,15%). Conforme o agente causador do TCE, nota-se a relevância das quedas de moto (65,15%), onde (69,69%) foram socorridas pelo SAMU 192 e classificadas pela assistência hospitalar como vítimas de eixo vermelho (42,42%). O dia da semana com maior número de casos foi o domingo (24,24%), no horário variando entre 12h01min às 18h (39,39%). O tipo de TCE predominante foi a Lesão Cerebral Difusa (46,96%), onde (89,39%) foram diagnosticados através do exame clínico-físico, exames complementares como a Tomografia de Crânio e avaliação do neurologista. A sintomatologia mais evidente foi a desorientação (25,75%) e o rebaixamento do nível de consciência (19,69%), observouse o uso de medicações como Decadron (37,87%) e Plasil (24,24%). O tempo de permanência para tratamento no hospital foi de menos de 15 dias (98,48%), sendo que (53,03%) tiveram alta por melhora, (37,87%) necessitaram de transferência e (9,09%) foram a óbito. Observa-se assim a necessidade de investimentos em políticas públicas de promoção e prevenção de acidentes de trânsito, bem como, intensificar a fiscalização em vias públicas, aplicando as penalidades de acordo com a lei, objetivando, dessa forma, minimizar ocorrências de tal natureza como também os graves danos que acometem a população referida.
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