ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A FAMILIARES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS
Palavras-chave:
Oncologia, Cuidados de enfermagem., FamíliaResumo
Introdução: O câncer é uma doença provocada pelo crescimento irregular
e desarranjada das células, que atinge pessoas de todos os sexos, idades, culturas e
situações socioeconômicas, está entre as principais causas de morte, causando um
choque psicológico na percepção da sexualidade, imagem pessoal e autoestima, de uma
maneira muito intensa. Nesse sentido, surgem os cuidados paliativos, uma aproximação
que beneficia a qualidade de vida dos pacientes e famílias que encaram problemas
associados com doenças ameaçadoras de vida, previne e alivia o sofrimento e a dor, em
suas dimensões física, psicossocial e espiritual. Objetivo: Identificar a assistência de
enfermagem acerca dos cuidados domiciliares aos familiares de pacientes oncológicos.
Metodologia: Estudo do tipo exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa,
realizado no município de Patos-PB, nos meses de agosto e setembro, com os familiares
de pacientes oncológicos do DGA IV, inseridas na Estratégia Saúde da Família (ESF),
num total de 60 pessoas. As entrevistas foram realizadas nas residências dos familiares,
com a presença dos ACS, de acordo com a disponibilidade de cada profissional.
Resultados e discussão: O estudo mostra que a maioria dos entrevistados (cuidadores)
tem idade entre 29 a 39 anos e eram filhos. Em relação ao cuidado domiciliar, o estudo
mostra que 80% dos entrevistados relataram que não estão preparados para cuidar do
seu familiar com câncer. Com base nos dados coletados relacionados ao estudo nas
ESF, a maior parte dos familiares declara que o enfermeiro da ESF nunca esclarece suas
dúvidas quando necessário, com cerca de 33 familiares, correspondendo a 55% dos
familiares entrevistados. Conclusão: Observa-se que o enfermeiro é considerado o
profissional essencial, já que é ele quem está sempre próximo ao paciente, sobretudo na
ESF, pois é através do mesmo onde os vínculos entre o paciente se firmam. É de sua
competência e responsabilidade a realização das visitas domiciliares, formando assim um vínculo maior com o enfermo e seu familiar, e com isso oferecer as orientações
necessárias, esclarecendo dúvidas, mitos e medos, que são bastante comuns.
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