PREVALÊNCIA DE LESÕES MÚSCULOESQUELÉTICAS EM CORREDORES DE RUA
Palavras-chave:
Lesões do esporte, sistema musculoesquelético, CorridaResumo
Introdução: Atualmente a prática de atividade física vem ganhando grande imersão entre pessoas de várias faixas etárias, com intuito de combater o sedentarismo, assim como outras doenças. Um de seus destaques é a corrida de rua, que vem crescendo bastante nos últimos anos, por ser uma modalidade de fácil acesso e baixo custo. Porém, apesar de seus grandes benefícios à saúde, a prática do pedestrianismo pode ocasionar inúmeras lesões musculoesqueléticas. As lesões do esporte são recorrentes de fatores intrínsecos, sendo elas peso do atleta, idade entre outros; e extrínsecos como por exemplo o impacto, treinos em terrenos irregulares, uso de tênis inadequado, como também, a falta de acompanhamento e instrução de um profissional da área também contribuem para o aumento das lesões nos praticantes desta modalidade. Sendo assim, a fisioterapia é responsável pela prevenção e tratamento dessas lesões; trazendo assim, um melhor desempenho no esporte. Objetivo: O presente estudo tem como tema a prevalência de lesões musculoesqueléticas em corredores de rua, com objetivo de analisar a prevalência de lesões musculoesqueléticas em corredores de rua. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa a ser realizada na cidade de Santa Luzia- PB. A amostra foi constituida pelos 30 primeiros praticantes de corrida que se disponibilizaram para responder o questionário. Resultado: A coleta foi realizada por somente um questionário, contendo dados socidemográficos, e também perguntas relacionadas às lesões ocorridas durante o tempo como praticante do devido esporte. De acordo com os dados sociodemografico 70% dos participantes foram do sexo masculino, 33,3% deles apresentando sobrepeso. As lesões relacionadas a corrida com grande prevalência e impacto na vida dos atletas, com predominância de 76,7% dos praticantes. Quanto ao nível de dor foi a moderada 47,8% na escala de EVA. A pesquisa revelou ainda, que grande parte dos participantes não realizam acompanhamento com nenhum profissional da saúde 73,3%, enfatizando maior inciência de lesões dos seguintes tipos, estiramento muscular 30,4% e dor em joelho e canelite 26,1% para ambos, contando com utilização de calçados apropriados para o esporte em 96,7% dos entrevistados e 60,9% relataram desconforto ao retorno dos treinos, enfatiando que apenas 32,3% realizou tratamento com fisioterapeuta. Conclusão: Conclui-se portanto, que de acordo com o estudo a prevalência de lesões em corredores pode estar relacionada com a falta de acompanhamento profissional e que o desconforto relatado no retono a prática pode conter forte relação com o tratamento realizado sem um profissional da fisioterapia. A pesquisa sugere mais estudos de investigação sobre os efeitos da corrida no corpo humano, bem como estratégias para prevenir lesões e melhorar o desempenho.
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