PEDRA, TINTA E MEMÓRIA Práticas patrimoniais no município de Patos, Paraíba
Palavras-chave:
conflito; patrimônio cultural; memória social; patrimônio arquitetônico.Resumo
O presente trabalho tem como propósito analisar as relações entre patrimônio, arquitetura e memória social a partir dos processos que constituem a política patrimonial no município de Patos. A pesquisa teve como base o levantamento de inventários realizados para registro de bens patrimonializáveis no município, assim como levantamento bibliográficos de base historiográfica, entrevistas e observações in loco. O argumento central é que em contextos de pequena escala o patrimônio apresenta matizes complexas relativas à natureza de seu entendimento e o modo como os arquitetos devem posicionarse no debate público precisa considerar o modo como sujeitos concretos relacionam-se com o espaço arquitetônico onde se pretende intervir. Os resultados aqui apresentados indicam que a política patrimonial gerida no município se caracteriza por um apagamento desses conflitos sociais pela reificação da memória de grupos privilegiados. De igual maneira, em termos de uma gestão estratégica dos espaços, os projetos em questão oferecem pouca ou nenhuma orientação quanto a medidas de conservação e manutenção após o registro junto aos órgãos responsáveis.
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