POLÍTICA DE SAÚDE DA MULHER: ENTRE IMPASSES E DESAFIOS PARA SUA MATERIALIDADE
Palavras-chave:
Saúde da Mulher. Usuárias. Serviços de Saúde.Resumo
A saúde da mulher brasileira foi introduzida às políticas públicas de saúde nas primeiras décadas do século XX, a mesma limitava-se às demandas relativas à gravidez e ao parto. Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou, após intensa mobilização do movimento feminista, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), o mesmo tinha como princípios as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços de saúde direcionados às mulheres, além de propor ações de promoção e prevenção no tratamento de diagnósticos de doenças que acometiam as mulheres. Embora se tenha obtido avanços nos últimos anos em relação à política de saúde da mulher, há muitas lacunas no que tange ao acesso e a qualidade dos serviços direcionados a essa população. Mediante tal realidade, o presente estudo investigativo tem como objetivo analisar os serviços saúde que as mulheres usuárias acessam em um Hospital Público do município de Itaporanga/PB, mediante suas percepções. Para tanto, utilizamos os critérios de acessibilidade, efetividade e qualidade dos serviços prestados no Hospital. Em termos metodológicos trata-se de uma pesquisa de campo, realizada junto a 27 (vinte e sete) usuárias acima mencionado cuja coleta de dados ocorreu no mês de janeiro de 2018. O presente estudo investigativo é de viés analítico-crítico, com base em autores contemporâneos que discutem acerca da saúde da mulher. Enquanto instrumentos de coleta de dados, utilizamos o formulário semi-estruturado, o diário de campo e a observação sistemática. Com relação às técnicas de análises dos dados, recorremos à análise de conteúdo, conforme orientação de Bardin (1977), após a codificação e tabulação dos dados. Dentre alguns resultados obtidos da pesquisa, constatamos que 37% das usuárias entrevistadas possuem faixa etária de 20 a 29 anos; 48% são casadas e 57% delas possuem o ensino médio completo. Com relação aos serviços de saúde da mulher oferecidos na instituição pesquisada, 70% consideram péssimos e 30% regular, embora 85% delas afirmaram não terem dificuldades para acessar esses serviços.
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