O USO DE PSICOFÁRMACOS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA OU ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO
Palavras-chave:
Psicotrópicos. Automedicação. Acompanhamento psicológico.Resumo
A população brasileira é a mais deprimida da América Latina. Em 6 anos, o número de antidepressivos adquiridos aumentou 74%. Com isso, sem consultas médicas, as pessoas estão cada vez mais fazendo automedicação. O objetivo desta pesquisa foi identificar e analisar o uso desses psicofármacos sem prescrição médica ou acompanhamento, em relação entre o uso e os processos sintomáticos presentes nas reações. Tratou-se de um estudo descritivo, observacional, analítico e transversal. A amostra foi constituída por jovens e adultos de cidades locais do sertão da Paraíba, sendo uma amostragem não probabilística por conveniência. No presente estudo foi aplicado um questionário estruturado através do Google Forms. A amostra foi composta por 46 participantes, entre 19 e 64 anos, sendo 78,3% mulheres e 21,7% homens, a maioria é solteira e reside com os pais ou companheiro. O uso frequente foi informado por 37%, enquanto 56,5% fez uso no último mês. A fonte de obtenção mais relevante foi por prescrição médica (65,2%). As classes mais utilizadas foram antidepressivos e ansiolíticos, ambos mais consumidos por mulheres (p=0,01). Entre os fatores precipitantes estão os problemas familiares (17,4%), dificuldade de relacionamento (6,5%), dificuldade no trabalho (10,9%), outros fatores (37%) e por nenhum motivo (2,2%). O estudo verificou alta prevalência de uso não prescrito dos fármacos entre os participantes. Assim, faz-se necessária a busca por estratégias de orientação para usuários e não usuários, por um melhor estilo de vida, e melhor uso desses medicamentos.
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