“SE EU TIVESSE QUE MORRER EU ESTAVA MORTA”: PERCEPÇÃO DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SOBRE AS MEDIDAS PROTETIVAS E SUA (IN) EFICÁCIA.

Autores

  • JULLYANNE MARIA DOS SANTOS Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Violência Doméstica, Agressão, Medidas Protetivas, Percepção da Mulheres Agredidas.

Resumo

Esse estudo trata sobre a violência doméstica e seus efeitos no cotidiano da vítima que busca auxílio legal no intuito de resguardar sua dignidade por meio dos seus direitos. Essa pesquisa teve como objetivo verificar qual a percepção das vítimas acerca da sua situação de vida após realização da denúncia da violência doméstica, identificar o perfil socioeconômico das vítimas de violência doméstica, e conhecer como as mulheres percebem a efetividade das Medidas Protetivas, e por fim averiguar a importância atribuída pelas mulheres denunciantes ao serviço de psicologia oferecido no Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM da Paraíba. Para tanto, trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter qualitativo, descritivo e exploratório, que contou com o relato de 4 mulheres que, a princípio, registraram queixa contra o companheiro intimido e autor das agressões na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – DEAM do referido município, que posteriormente foram convidadas a receber apoio multiprofissional através do CRAM. Os dados foram colhidos através da entrevista semiestruturada, possibilitando a categorização dos relatos que foram submetidos a análise de conteúdo de Bardin (2011), para levantar categorias, bem como identificar subcategorias e definir códigos, de modo a atingir os objetivos da pesquisa, seguido de um questionário sociodemográfico. Enquanto resultado foi visto que não há uma relação enquanto a questão renda e a denúncia efetivada. Verificou-se ainda que o investimento do Estado Brasileiro nos Centros de Educação e Reabilitação de Agressores apresenta-se como um caminho coerente para a redução dos atuais índices de violência e, portanto, as medidas protetivas não são ditas pelas mulheres como uma ação efetiva para a redução dos casos de reincidência das agressões. Diante disso, e com o propósito de elevar o conhecimento acerca destas questões propõem-se pesquisas futuras acerca deste fenômeno.

 

 

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Publicado

2024-08-28

Como Citar

SANTOS, J. M. D. (2024). “SE EU TIVESSE QUE MORRER EU ESTAVA MORTA”: PERCEPÇÃO DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA SOBRE AS MEDIDAS PROTETIVAS E SUA (IN) EFICÁCIA. Repositório Institucional Do Unifip, 4(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/3269

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