AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS DENTISTAS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE O MANEJO DE CRIANÇAS COM TRASTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

  • SAWANNY DOMINGOS DINIZ Unifip - Patos PB
  • VILMA DE BRITO PEREIRA OLIVEIRA Unifip - Patos PB

Palavras-chave:

Autismo. Atenção Básica à Saúde. Manejo psicológico

Resumo

É de conhecimento geral o aumento considerável no número de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em decorrência disso, os pais passaram a buscar atendimento qualificado para seus filhos, sendo a Atenção Primária a porta de entrada dos serviços de saúde. O referido estudo teve como objetivo realizar um levantamento para avaliar quais as limitações e dificuldades enfrentadas pelos cirurgiões-dentistas das Unidades Básicas de Saúde em realizar o adequado manejo das crianças dentro do espectro. A pesquisa foi realizada nas cidades de Patu- RN e Tabira-PE envolvendo os cirurgiões-dentistas que aceitaram fazer parte da pesquisa e assinaram o Termo de Registro de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta foi realizada por meio de um questionário de perguntas objetivas e subjetivas, que avaliavam o preparo dos profissionais acerca do atendimento deste público, além das técnicas de condicionamento do comportamento adotadas. Cooperaram com a pesquisa 20 cirurgiôes-dentistas, onde a grande maioria possuía menos de 5 anos de formatura (85,%). A maior parte informou que não existe um dia dedicado atendimento à pacientes com TEA, e que a adesão das crianças autistas em busca de atendimento odontológico na UBS é baixa (80,0% em ambas as perguntas). A maioria (85%) espondeu que os orgãos públicos não oferecem a devida capacitação sobre as técnicas de manejo. Quase todos os pesquisados (95%) relatou que realizava o atendimento odontológico à essas crianças, apesar de 55% ter relatado não se sentir habilitado para realizar o manejo adequado destas. As técnicas não farmacológicas para manejo comportamental mais citadas que os participantes afirmaram conhecer foram: falar-mostrar-fazer (22,6%); controle da voz (17,9%) e distração (13,1%).Diante do exposto, pode-se concluir que mesmo sendo de extrema relevância os cuidados a saúde bucal dos pacientes com transtorno do espectro autista nas Unidades Básicas de Saúde, e que a maior parte dos dentistas realiza atendimento a pacientes autistas nas suas unidades, a maioria dos ´profissionais não se sente confiante em atender tais pacientes, o que aponta para a necessidade de capacitação por parte dos órgãos públicos.

 

 

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Publicado

2024-10-08

Como Citar

DINIZ, S. D., & OLIVEIRA, V. D. B. P. (2024). AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS DENTISTAS DA ATENÇÃO BÁSICA SOBRE O MANEJO DE CRIANÇAS COM TRASTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5568

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