PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM FIBROMIALGIA ATENDIDOS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO – CER
PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM FIBROMIALGIA ATENDIDOS EM UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO – CER
Palavras-chave:
Fibromialgia; Dor crônica; Doenças reumática; FisioterapiaResumo
A Fibromialgia (FM) é uma síndrome crônica caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga, distúrbios do sono, entre outros sintomas, afetando entre 2% e 3% da população brasileira, principalmente as mulheres. Os critérios diagnósticos geralmente se baseiam em relatos de dor difusa e crônica, com sua etiologia ainda desconhecida. Apesar de sua classificação como doença reumática, sua origem permanece indefinida, afetando de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes. Os sintomas variam desde dores musculares até problemas cognitivos e gastrointestinais. A doença frequentemente resulta em incapacidade física e redução da função física, exigindo abordagens terapêuticas multidisciplinares, incluindo tratamento farmacológico e não farmacológico, como a fisioterapia, visando controlar a dor crônica e melhorar a funcionalidade dos pacientes.Caracterizar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes portadores de FM atendidos em um serviço de fisioterapia do Centro Especializado em Reabilitação-CER no sertão Paraibano. Tratou-se de um estudo quantitativo, do tipo observacional, descritivo e de corte transversal relacionado ao perfil clínico-epidemiológico de pacientes com FM atendidos em um Centro Especializado em Reabilitação-CER no município de Patos-PB. A amostra foi selecionada por conveniência e constituída pelas primeiras 50 participantes voluntárias que aceitara participar. A coleta ocorreu através da aplicação de um questionário estruturado que apresentou questões socioeconômicas e clínicas-epidemiológicas, bem como o Índice de Dor Generalizada (IDG). Dos 34 pacientes entrevistados, 50% estavam na faixa etária de 50 a 59 anos, sendo a maioria casada (50%) e com ensino fundamental incompleto (26%). A maioria das pacientes possuía renda familiar inferior a um salário mínimo (47%) ou entre 1 a 3 salários mínimos (44%). Clinicamente, observou-se uma prevalência de sobrepeso (47%) e obesidade grau I (29%). A prática regular de atividade física foi relatada por 56% das participantes, e 97% não fumavam. Em termos de comorbidades, 79% das pacientes apresentavam diagnósticos adicionais, sendo a hipertensão arterial (32%) e o diabetes mellitus (24%) as mais frequentes. A dor foi um sintoma predominante, com 47% das participantes relatando dor crônica por mais de 10 anos, e a maioria (85%) classificou a dor como intensa, de acordo com o Índice de Dor Generalizada (IDG). A demora no diagnóstico também foi observada, com 24% das pacientes aguardando mais de 10 anos para serem diagnosticadas com fibromialgia. Em relação ao tratamento, 80% das participantes relataram que a fisioterapia trouxe benefícios, sendo os principais o alívio da dor, melhora na mobilidade e bem-estar emocional. O estudo destacou o perfil clínico-epidemiológico de pacientes com fibromialgia atendidas no CER de Patos-PB, evidenciando a prevalência de fatores como sobrepeso, comorbidades e dor crônica. A fisioterapia mostrou-se uma ferramenta terapêutica eficaz na gestão da doença, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida dessas pacientes. Intervenções multidisciplinares são essenciais para o manejo da fibromialgia, com foco no controle da dor, na funcionalidade física e no suporte emocional.
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