FUNCIONALIDADE DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E JOELHO EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO

FUNCIONALIDADE DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E JOELHO EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO

Autores

  • PEDRO HENRICK FERREIRA LEITÃO unifip

Palavras-chave:

Funcionalidade, articulação, musculação

Resumo

O aumento expressivo da prática supervisionada de musculação em academias nos últimos anos reflete o reconhecimento científico e midiático dos benefícios biopsicossociais associados à atividade física. Além de melhorar a qualidade de vida e promover a saúde, os praticantes buscam uma autoimagem mais positiva. O termo "lesão" abrange qualquer alteração em um músculo que leve à disfunção, resultando de causas diversas, como execução inadequada de movimentos. Tais lesões estão diretamente ligadas à sobrecarga, execução incorreta de exercícios, exercícios extenuantes e posturas inadequadas. A prevenção de lesões e sintomas musculoesqueléticos torna-se crucial, enfatizando a importância do acompanhamento profissional, avaliação regular e intervenções adequadas. No contexto de deficiências pré-existentes, observar sinais e sintomas é essencial para desenvolver intervenções personalizadas que atendam às necessidades individuais e proporcionem um treinamento eficaz, promovendo uma maior função física. Dinte disso,o estudo teve como objetivos  avaliar a funcionalidade das articulações de ombro e joelho em praticantes de musculação, traçar o perfil sociodemográfico da população estudada e identificar os principais sintomas na articulação do ombro e joelho referido pelo participante do estudo. Tratou-se de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa  realizada com praticantes de musculação de uma academia privada. Participaram do estudo 20 indivíduos, com idades entre 18 e 50 anos, sendo 55% do sexo feminino e 45% do sexo masculino. A maioria  solteiro (70%) e com ensino superior completo (50%). Em relação à renda, 55% recebiam mais de um salário mínimo, e 65% moravam com outros familiares. Quanto ao uso de substâncias, 85% não eram tabagistas, mas 75% consumiam álcool esporadicamente. Todos os participantes eram praticantes de atividades físicas. No que diz respeito à funcionalidade articular, 70% relataram queixas na articulação do joelho, enquanto 50% apresentaram queixas na articulação do ombro. A maioria (60%) avaliou sua funcionalidade do joelho entre 50% e 75%, indicando uma capacidade funcional razoável, embora muitos se sentissem com o joelho não totalmente saudável. Cerca de 30% relataram ter de 76% a 100% da funcionalidade do joelho, refletindo boa capacidade funcional, enquanto 10% afirmaram ter apenas de 26% a 50%, sugerindo dificuldades mais severas. Em relação à articulação do ombro, 80% dos participantes relataram funcionalidade de 76% a 100%, indicando boa mobilidade. Apenas 15% indicaram ter entre 51% e 75%, e 5% apresentaram de 26% a 50% de funcionalidade, sem casos de 0% a 25%. Foi usado questionários contendo questões referentes aos dados sócio demográficos e clínicos, bem como o PSS-Brasil para avaliação do ombro e o Formulário de avaliação subjetiva do joelho.O estudo concluiu que a funcionalidade das articulações do joelho foi inferior em mulheres quando comparada aos homens, enquanto a funcionalidade da articulação do ombro apresentou melhores resultados nas mulheres. As queixas mais comuns envolvem dores e limitações nas atividades relacionadas a ambas as articulações. Dessa forma, destaca-se a necessidade de cuidados apropriados durante a prática de musculação, principalmente com acompanhamento profissional, para prevenir lesões. Além disso, sugere-se ampliar o uso de recursos terapêuticos baseados em evidências científicas, a fim de aprimorar o tratamento fisioterapêutico de praticantes de musculação.

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Publicado

2024-12-09

Como Citar

LEITÃO, P. H. F. (2024). FUNCIONALIDADE DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E JOELHO EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO: FUNCIONALIDADE DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E JOELHO EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO. Repositório Institucional Do Unifip, 9(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/5816

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