SINAPSES EM AÇÃO: CIRCUITOS CEREBRAIS NA AQUISIÇÃO DE UM SEGUNDO IDIOMA
Palavras-chave:
Plasticidade Neuronal, Multilinguismo, AprendizagemResumo
A evolução da linguagem, impulsionada por fatores culturais e genéticos, é moldada pela memória e variações neurológicas, enquanto a globalização estimula o ensino de línguas estrangeiras por meio de abordagens baseadas na neuroplasticidade. Foram seguidas seis etapas metodológicas, desde a definição da questão de pesquisa até a consulta a bases de dados internacionais e latino-americanas. A busca, otimizada com descritores da MeSH e operadores booleanos, identificou 105 artigos, dos quais 41 foram analisados detalhadamente, visando no fim a elaboração de uma Revisão Integrativa de Literatura. Os dados indicam um aumento nas publicações a partir de 2012, com pico em 2019, em periódicos consolidados e de alta avaliação Qualis, distribuídos entre os Estados Unidos e a Europa. A análise abrangeu aspectos como características da amostra estudada, faixa etária desta e as línguas estudadas nos respectivos trabalhos. Constatou-se que a neuroplasticidade desempenha papel fundamental no aprendizado de novas línguas, com adaptações cerebrais influenciadas por idade, exposição e proficiência. Bilíngues precoces demonstram maior eficiência neural, e a experiência contínua pode compensar desafios do aprendizado tardio. Além disso, alterações na conectividade neural, reorganização funcional, plasticidade auditiva e controle executivo foram evidenciadas. Os achados reforçam que a neuroplasticidade é crucial na aquisição de uma segunda língua, sugerindo que pesquisas futuras explorem a diversidade linguística, mecanismos celulares e intervenções pedagógicas inovadoras para ampliar as aplicações clínicas e educacionais do bilinguismo.
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