ASSISTÊNCIA A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: PROTOCOLO DE CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS ATUANTES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Palavras-chave:
Atenção primária à saúde; capacitação profissional; violência contra a mulher; educação permanente.Resumo
A violência contra as mulheres pode ser descrita como “qualquer ato ou conduta pautada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher” , A OMS destacou esse tema como importante problema de saúde pública no Brasil, sendo assim, de suma importancia a qualificação dos profissionais para oferecerem um atendimento de qualidade e humanizado a essas vítimas. O objetivo do estudo foi analisar o conhecimento dos profissionais da atenção primária à saúde sobre a assistência às mulheres em situação de violência, incluindo os procedimentos de notificação dos casos, reconhecendo a APS como a porta de entrada prioritária dos serviços de saúde e responsável pelo cuidado integral e sensível às fragilidades dessa população. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, mediante abordagem qualitativa realizada em uma unidade básica de saúde da família no município de Patos na Paraíba, tendo a população composta por uma equipe mínima de saúde da família: técnicos de enfermagem, enfermeiro (a), médicos (a) e agentes comunitários de saúde, recepcionistas e equipe de Residência Multiprofissional em Atenção Primária à Saúde. A coleta de dados ocorreu entre os meses de agosto a setembro de 2025, o instrumento utilizado foi o questionário semiestruturado pela pesquisadora contendo dados sociodemográficos e específicos do estudo.
Após avaliação do nível de informação dos profissionais, foi concluído que, apesar das inúmeras normativas e informações passadas pelo Ministério da Saúde, quando se fala no conhecimento dos profissionais, o preparo para o acolhimento humanizado é escasso, assim como a notificação compulsória e a longevidade com referência e contrarreferência para o serviço intersetorial é quase inexistente; Com base nisso, a necessidade de profissionais qualificados é explícita, reconhecendo-se a urgência para combater esse grave e prevalente problema de saúde pública, intervenções foram realizadas levando as informações a quem atua na linha de frente, por meio de educação permanente com capacitações pertinentes, bem como construção de fluxogramas e fichas de atendimento padronizadas. Houve também a educação popular através de panfletos e palestras informativas sobre quando, como e onde procurar ajuda, esclarecendo que terão uma equipe preparada para atender as demandas existentes, promovendo a confiabilidade e fortalecendo a relação profissional-usuário.
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