ANÁLISE ACERCA DA SAÚDE DA MULHER EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO SERTÃO PARAIBANO

Autores

  • THAÍS DE OLIVEIRA LIMA Unifip Patos-PB

Palavras-chave:

Política de Saúde. Saúde da Mulher. Materialidade.

Resumo

Com base nas decorrentes conquistas e avanços em direitos sociais que tange a política de saúde no Brasil, é valido ressaltar os impactos e retrocessos que esta vem sofrendo, mais especificamente com a implantação do modelo neoliberal no país a partir dos anos 1990, que visa um Estado parco em gastos públicos. São mediantes estes fatores que é cada vez mais comum os avanços em terceirizações e privatizações no setor público, que se propõe a minimizar a responsabilidade do Estado para com a população, indo de contra-avanço ao que assegura a Constituição Federal de 1988, que ressalta em seu Artigo 196 que a saúde é direito de todos e dever do Estado. O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista consolidada por lutas pela população para garantir a uma saúde pública universal e de qualidade, mas desde sua implantação até os dias atuais vem sofrendo uma série de ataques aos seus serviços. Diante disto, o presente estudo investigativo tem como objetivo identificar os desafios postos para a materialização dos princípios doutrinários do SUS na Maternidade Dr. Peregrino Filho, locus do nosso estudo. Por tanto, realizamos uma pesquisa de campo junto a uma amostra de 21(vinte uma) mulheres internadas no referida instituição nos meses de janeiro e fevereiro do corrente ano. Em termos metodológico, configura-se enquanto uma pesquisa de cunho quali-quantitativa. Enquanto instrumentos de coleta de dados utilizamos a entrevista, o formulário, a observação sistemática e o diário de campo. Na fase de análise de dados, recorremos em um primeiro momento à tabulação, codificação e elaboração estatística dos dados, e posteriormente, a análise dos dados, mediante orientação de Bardin (1977). Dentre alguns resultados verificamos que 33% das entrevistadas possuem faixa etária entre 26 a 30 anos de idade; 57% afirmaram não estar inseridas no mercado de trabalho; 48% possuem renda familiar mensal inferior a 01 (um) salário mínimo. No tocante a qualidade dos serviços ofertados pela instituição pesquisada 86% classificou os serviços de forma satisfatória, embora, 57% das entrevistadas apontaram insatisfação durante a realização do parto, e 24% afirmam que tiveram complicações durante ou após o parto.

 

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Publicado

2024-08-22

Como Citar

LIMA, T. D. O. (2024). ANÁLISE ACERCA DA SAÚDE DA MULHER EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO SERTÃO PARAIBANO. Repositório Institucional Do Unifip, 3(1). Recuperado de https://editora.unifip.edu.br/repositoriounifip/article/view/2903

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