PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 EM MULHERES
Palavras-chave:
Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Fatores de Risco. Prevalência. Covid-19.Resumo
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um conjunto de patologias consideradas, atualmente, as principais causas de morte no mundo. Sendo configurado como um problema de saúde pública, demanda um aumento de custos econômicos e sociais, além de comprometer a qualidade de vida dos indivíduos afetados. A pandemia da COVID-19 vem sendo estudada como um potencial cenário que influencia a mudança do estilo de vida da população global, haja vista que medidas de segurança, como o isolamento social, contribuiu para o aumento de fatores associados ao desenvolvimento de DCNT como o sedentarismo, comportamentos alimentares disfuncionais, alcoolismo e tabagismo. O objetivo geral desse estudo foi verificar a ocorrência de fatores de risco para o desenvolvimento de DCNT durante a pandemia da COVID-19, em uma população de mulheres. Tratou-se de um estudo descritivo, de corte transversal, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada de forma presencial, através da aplicação de questionário, na Clínica Escola de Nutrição, do Centro Universitário de Patos - UNIFIP, localizado no bairro de Belo Horizonte do município de Patos, no estado da Paraíba. A amostra foi composta por um quantitativo de 27 mulheres com idades entre 18 e 59 anos. Considerou-se como critérios de inclusão mulheres que atendem a faixa etária de 18 a 59 e que foram atendidas na clínica escola de nutrição. Foram excluídas da pesquisa mulheres que apresentavam alguma deficiência física ou neurológica e as gestantes. Diante dos resultados, a prevalência foi de mulheres mais jovens 62,9% e solteiras 66,6%, não faz o uso de medicamentos para DCNT 51,8% e costumam realizar atividades físicas semanalmente 88,9%. Em relação ao estado nutricional das participantes, 29,7% estava com eutrofia e 62,9% com excesso de peso. Quanto a mudança de hábitos alimentares durante a pandemia, foi possível perceber que 81,5% das mulheres mudaram seus hábitos alimentares, nos quais passaram a ingerir um alto nível de alimentos gordurosos e fora do horário das principais refeições, além disso, pararam de praticar atividades físicas durante esse período, o que ocasionou o excesso de peso.
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